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17 de junho de 2008

Hipertensão - O ataque silencioso nos Jovens


Hipertensão e Diabetes no Jovem
“É Cedo que se Previne”. Visando alertar à população em geral sobre a combinação entre hipertensão e diabetes, a Dra. Jaqueline Araújo, coordenadora do Departamento de Diabetes no Jovem da SBD, gestão 2006/ 2007, fala sobre o tema, inclusive dando dicas aos profissionais de saúde.
É uma Combinação Comum?
Segundo a Dra. Jaqueline, a hipertensão associada ao diabetes é bem menos comum entre jovens do que entre adultos. “Habitualmente associada à hipertensão está o diabetes tipo 2, que é menos freqüente em crianças e adolescentes. No diabetes tipo 1, ela costuma ocorrer como uma complicação crônica, ou seja, após vários anos de descontrole”, explica a especialista.
“A associação mais comumente observada tem sido obesidade associada à hipertensão em crianças e adolescentes. Por isso, o grande enfoque é a prevenção da obesidade infantil”, completa.

No Brasil, estudos relacionando à hipertensão ao diabetes ainda são escassos. Há poucos índices, como: hipertensão no momento do diagnóstico do diabetes tipo 2, em cerca de 40 a 50% das crianças e adolescentes; em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, a hipertensão costuma estar presente em 20% dos casos, após vários anos de descontrole.
Tratar Jovens é Diferente?
Para a endocrinologista Jaqueline Araújo, o tratamento de jovens e adultos com diabetes e hipertensão é muito semelhante. A doutora indica a perda de peso e a prática de atividade física, além de correção na dieta. Sobre os medicamentos, é necessário uma avaliação individual.
“A diferença no tratamento entre adultos e crianças é a de que temos de levar em consideração que das ainda estão em fase de crescimento. Portanto, dieta e atividade física deverão ser ajustadas para as necessidades de cada faixa etária”, afirma. .
Nesse contexto, a principal recomendação da especialista é evitar o ganho de peso excessivo, ou seja, prevenir o sobrepeso e a obesidade através de mudanças no estilo de vida. É preciso que haja o estímulo à prática de esportes e atividades aeróbicas.
Recomendações aos Profissionais de Saúde
Com o intuito de alertar aos profissionais de saúde sobre a importância da aferição de pressão arterial no atendimento e identificação de jovens hipertensos e/ou com diabetes, a Dra. Jaqueline dá algumas dicas, com ações que devem integrar a rotina do especialista:
• Ficar atento à medida da pressão arterial em crianças de forma rotineira, utilizando os aparelhos de pressão com manguitos de tamanho apropriados para cada faixa etária;

• Interpretar os níveis de pressão de acordo com a faixa de idade dos pacientes (pois há uma grande variação e as tabelas estão disponíveis nos livros).

• Estar atento à presença de hipertensão, diabetes, obesidade e outros fatores de risco no histórico da família;

• Corrigir a alimentação e estimular a atividade física nas crianças para prevenir a obesidade.

• Nos obesos, com diabetes e hipertensão, estimular a perda de peso e atividade física; tratar adequadamente o diabetes tipo 2, introduzindo medicamentos e insulina, de acordo com a necessidade; e tratar a hipertensão com medicações, conforme as peculiaridades de cada paciente.

Dicas para os Pais

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), sob a consultoria da Dra. Ana Cristina Simões e Silva - Profa. Adjunta do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG e membro da Diretoria da Sociedade Mineira de Hipertensão - elaborou uma relação de 10 dicas que os pais devem saber sobre hipertensão infantil:

1) A hipertensão arterial pode ser de dois tipos: hipertensão secundária - quando é causada por outra doença, como um problema renal; e hipertensão essencial, sem causa definida. Ambas as formas da doença podem acometer idosos, adultos, jovens e crianças.

2) Todos devem ter a sua pressão aferida regularmente, inclusive as crianças, durante as consultas ao pediatra.
3) Enquanto no adulto saudável a pressão ótima é abaixo de 120/80mmHg (12 por 8), na faixa etária até os 18 anos esse dado não é arbitrário. Os níveis que configuram a hipertensão são avaliados pelo médico, levando-se em conta idade, sexo e estatura, estabelecidos em uma tabela específica.
4) Entre as crianças e adolescentes, a hipertensão essencial está geralmente associada ao estilo de vida - sedentarismo e má-alimentação, principalmente o sobrepeso e a obesidade.
5) A hipertensão essencial raramente apresenta sintomas, só podendo ser diagnosticada por meio da medida da pressão.
6) O estilo de vida das crianças e adolescentes geralmente está associado aos hábitos dos pais. É importante que estes dêem o exemplo desde cedo.
7) Em grande parte dos casos, a hipertensão do adulto começa na infância. Nessa fase, mesmo a forma leve da doença é capaz de provocar alterações danosas ao organismo, como o aumento do coração e seu mau funcionamento, problemas nos rins e alterações nos vasos sangüíneos dos olhos. As alterações podem trazer complicações graves na idade adulta.
8) Os cuidados começam na gestação. Pesquisas relacionam a nutrição da gestante, o desenvolvimento fetal e a dieta do lactente com o surgimento de doenças cardiovasculares e renais no futuro.
9) O leite materno é considerado a dieta ideal para o lactente até seis meses de idade. O aleitamento artificial pode produzir ganho de peso excessivo e contribuir para o surgimento de obesidade infantil.
10) Na maioria dos casos, é possível tratar a hipertensão essencial em crianças e adolescentes sem medicamentos. O tratamento é feito com alterações na dieta - que deverá incluir frutas, verduras e pouco sal - e com um programa adequado de atividade física.

Fonte: SBD
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José Pereira

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